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Conheça a história da tutora que teve que mudar de vida para adaptar seus gatinhos adotados

Publicado em 15 de May de 2017 por Victoria Bassi Comentar

Tutora vê sua vida e de seu marido mudar para garantir o bem-estar dos gatos briguentos

  • Os tutores Camila e André se revezaram para dormir com Luiggi (laranja) e Olívia (rajada)

  • Olívia foi a primeira gata do casal e despertou seu amor pelos felinos

  • Luiggi foi resgatado das ruas e por isso, dá trabalho durante a noite e briga com a outra gata da casa, Olívia

Texto Bruna Gonçalves | Fotos Divulgação| Adaptação Victoria Bassi

Se você pudesse mudar o destino de alguém, você o faria? Se estivesse em suas mãos a missão de dar um lar, cuidar e diminuir o sofrimento, você seguiria em frente? A empresária Camila Cristina Medici Silvério Henriques, 33 anos, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista(SP), disse sim a essas perguntas ao adotar Olívia, 4 anos, e Luiggi, 2 anos.


PRESENTE-SURPRESA

Tudo começou em 24 de dezembro de 2013, quando ganhou da sogra uma gata. “Foi uma grande surpresa. Como ela faz trabalho solidário, encontrou a peluda abandonada em uma favela e teve a ideia de me presentear, pois sabia que eu queria adotar um animal de estimação”, relembra a empresária que admite: “Não conhecia muito sobre gatos, era tudo novidade e, a partir daí, comecei a me apaixonar por eles.”

Passados dois anos, observando que Olívia ficava muito sozinha, pensou em adotar outro felino para lhe fazer companhia. “Sempre gostei de gatos amarelos e, quando via nas ONGs algum para adotar, achava que era a hora, mas no fim nunca dava certo e fui adiando. Estava em busca de um filhote, já castrado, porque pensei que seria mais fácil a adaptação dos dois”, conta.

 

FOI ESCOLHIDA

Quis o destino que em uma tarde fria de junho de 2016, ao voltar do trabalho junto do marido, Camila encontrasse um gato em sua vaga do prédio. “Ele tremia de frio, estava muito sujo, com medo, magro, com alguns machucados e veio em nossa direção quando saímos do carro”, relembra a empresária, que acrescenta emocionada: “Foi paixão à primeira vista. Levamos para o apartamento, demos comida, água e levamos ao veterinário para fazer check-up. A recomendação dele foi deixar o gato isolado da Olívia, porque precisava ser castrado, vacinado, vermifugado, além de se recuperar dos traumas e ficar bem nutrido”, explica.


MUDANÇA DE HÁBITO

A adoção-surpresa fez a vida do casal mudar completamente há oito meses. “Como era de rua foi um desafio adaptá-lo ao ambiente fechado, sem contar que estava muito desconfiado.” Inicialmente, ele teve de ficar isolado da gata Olívia. Por ser um novo mundo para ele, Camila precisou conversar com os vizinhos, pois à noite o gato miava muito e demorou para se adaptar à rotina da casa. “Quando o Luiggi chegou, não dormia à noite, só queria brincar porque estava com o instinto da vida de rua. Ele ficava agitado, por isso, comecei a dormir com ele no colchão para ver se amenizava o estresse. Ele ia dormir 5h da manhã, horário em que eu precisava levantar para trabalhar”, conta Camila, que fez rodízio com o marido, para que também pudesse descansar. Essa situação durou quase seis meses, mesmo após a castração, e em seguida um novo desafio começou: a adaptação entre ele e a Olívia.

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