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Livre seu pet das pulgas e dos carrapatos

Publicado em 19 de Apr de 2017 por Victoria Bassi Comentar

Cães e gatos podem ficar livre de pulgas e carrapatos. Veja como

Texto Magdalena Bertola | Foto Shutterstock | Adaptação web Victoria Bassi

Frederico é um Dachshund atípico. Diferentemente da maioria dos cães da raça, ele ama passear e tem todo um jeito próprio de convencer a dona Laura Cordeiro de levá-lo para a rua mais de uma vez ao dia! Ele ainda frequenta uma creche canina, pois tem uma energia inesgotável e adora brincar com outros pets. Contudo, nos últimos meses, vem sofrendo de uma infestação de pulgas que preocupa sua dona. “Apliquei os remédios indicados pelo veterinário e estou evitando levá-lo para passear e para o daycare. Mas sinto a tristeza dele com a falta que os amigos peludos fazem”, lamenta a dona.

ENTENDA O PERIGO

Tanto as pulgas como os carrapatos são ectoparasitas, o que significa que são bichos que vivem fora do corpo do animal, ou seja, usamos peludos para se alimentar e se reproduzir, mas também podem se esconder no ambiente, ou seja, locais como praças, parques e creches caninas são pratos cheios para eles. Contudo, isso não significa que você deva cancelar os passeios tão amados pelo seu pet, mas sim que precisa ter o dobro de cuidado que um dono de um peludo recluso deve tomar, tanto para prevenir uma infestação como para tratar caso ela ocorra. O isolamento do convívio com outros animais ou mesmo a falta de passeios certamente evitará os parasitas, mas pode trazer outros problemas, como a ansiedade e a depressão. Sendo assim, aposte sem medo no cuidado certo!

As melhores formas de prevenção incluem inspecionar o pet e prestar atenção nos locais de visitação. “Se houver exposição a uma grande população de animais, como em hotéis, estabelecimentos de banho e tosa e praças públicas, existe uma boa chance de o pet ser acometido por parasitas. Por isso, o uso frequente de um antiparasitário e a inspeção do animal na volta do passeio são importantes”, afirma Soraya KezamMalaga, da clínica Green Pet.

Já Analice Cardoso, veterináriado Hovet Pompéia (SP), aponta que a melhor maneira de identificar parasitas nos cães e gatos é pela inspeção direta da pele e pelo do animal. “O pelo molhado durante o banho pode facilitar a visualização das pulgas e carrapatos e um pente fino auxilia na inspeção”, explica.

AMBIENTE CONTROLADO

Outra orientação é que, se o pet está sempre com algum desses parasitas, pode ser o momento de trocar o piso da casa. Os de taco, por exemplo, são propícios para a criação de colônias de pulgas, que depositam os ovos nas frestas da madeira. “É muito difícil acabar com infestações nesse tipo de chão. O ideal é ter piso frio”,afirma Soraya, que completa apontando que esse tipo de instalação, aliado ao uso de um antiparasitário,é a maneira ideal de se conter o fechamentodo ciclo dos vermes.

Atualmente, existem muitos produtos no mercado, mas somente o veterinário está apto a indicar o melhor para cada caso, uma vez que alguns animais não podem fazer uso contínuo por problemas de pele ou outras sensibilidades. E, no caso de coleiras antiparasitas, é essencial tomar cuidado para o pet não morder. Apesar de serem diferentes, as pulgas de cães e gatos podem passar de um para o outro, se alimentando, até achar um hospedeiro certo. Portanto,se você tem as duas espécies em casa,os dois precisam ser protegidos.

O PERIGO DO CARRAPATO

Carrapatos são aracnídeos, porque possuem quatro pares de patas e seu mecanismo bucal se constituiem uma pinça que fica presa à pele do animal. Segundo a veterinária Soraya, é bem comum os cães terem dermatite alérgica devido à picada. Além disso, em infestações pesadas,o pet pode desenvolver anemia, uma vez que seu sangue é constantemente sugado pelos parasitas. Outro problema causado pelo carrapato é a transmissão de protozoários que provocam doenças perigosas, como erlichiose e babesiose. Dessa maneira, é de extrema importância que, ao chegar do passeio e detectar esses “intrusos”, se leve o peludo ao veterinário o mais rápido possível para exames.

Carrapatos dificilmente infestam gatos, de acordo com Soraya. “Isso sedá porque felinos se lambem com muita frequência para se limpar e acabam removendo o parasita.” Apenas animais doentes, que não fazem a autolimpeza normalmente, costumam ser vítimas desses aracnídeos.

PULGA, A VILÃ

Pulgas são insetos sem asa que apresentam aparelho bucal adaptado para picar e sugar, pois eles se alimentamde sangue, e preferem o dos pets por ser mais quente. “Estima-se que a cada pulga existam de 30 a 50 ovos no ambiente, que são colocados diariamente. Além disso, um único inseto desses pode picar o mascote até 400 vezes por dia”, alerta Soraya. Isso significa que o que vemos é apenas 5% do número total de parasitas existentes.

CUIDADO COM ALERGIA

Infelizmente, fazer o extermínio das pulgas é algo caro, mas imprescindível, tanto no pet como na casa. A pulga também pode causar dermatite alérgica, assim como os carrapatos. A infestação pode levar ao estresse, uma vez que o peludo passará boa parte do dia se coçando e se mordendo na tentativa de se livrar das picadas, assim como Fred, o peludo de Laura. Além de todos esses problemas, a pulga pode acarretar doenças intestinais se for ingerida. Já as pulgas que costumam preferir os gatos para se hospedar rompem os glóbulos vermelhos,causando anemia.

Revista Meu Pet Ed. 47

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